LIVRO NEGRO DO ENSINO SUPERIOR

A Federação Académica de Lisboa: Rigor, compromisso e inovação. Protagonista indisputável da maior Academia do país. A mistura de um tempo novo, com valores do passado, que pareciam perdidos no que ao nível do associativismo diz respeito. Uma força agregadora, capaz de transmitir seriedade, apoio incondicional, vontade de mudança e progresso para a Academia. São estes os valores que movem a nossa ação e sustentam a nossa razão política. Foi assim quando editámos a “Moção Global: Ensino Superior em Prospetiva” ou quando agimos quotidianamente na elaboração de documentos políticos de suporte. É assim, volvidos três anos, que prossegue a nossa atividade.

Sabemos que a verdadeira fonte e riqueza do Conhecimento nasce da aplicabilidade e validação do quadro teórico. E, se a razão política que os estudantes carregam sustentam a necessidade um novo quadro de políticas públicas de Ensino Superior, igualmente precisamos de o testar, validar e criar matéria empírica. Foi este o desafio que nos propusemos ao criar o Centro de Estudos da FAL. É este o desafio que abraçamos ao publicar a presente investigação de forma a poder contribuir com posições mais sólidas, mais estruturadas e efetivas que permitam a evolução da Ciência e do Ensino Superior em Portugal. Foi desta forma que assumimos o desafio de investigar o fenómeno do Financiamento do Ensino Superior em comparação com a realidade europeia. Ou a responsabilidade em provar empiricamente a realidade nefasta que a Academia de Lisboa atravessa no que ao Alojamento Estudantil diz respeito, sem esquecer – questionando aqueles que representamos – a ínfima aposta que ainda hoje existe na realidade das Necessidades Educativas Especiais ou no acesso à prática desportiva.

Deverá servir o Livro Negro para um diagnóstico e um alerta sobre o caminho que todos nós, enquanto membros numa sociedade, preferencialmente, virada para o Conhecimento estamos a seguir. Indubitavelmente concluímos que é preciso fazer mais e melhor no alargamento da base social e democratização do Ensino Superior. O diagnóstico está feito. É tempo, portanto, de o escrutinar e preparar a elaboração de propostas políticas que venham dar resposta aos problemas da nossa Academia. Só assim é que faz sentido afirmar que a “Academia está a Mudar!”

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