Estudantes reúnem com a DGES

A plataforma da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) continua a meio gás, e não existem previsões de resolução do problema de servidor que está a afetar a análise de candidaturas à bolsa. João Queiroz assegurou, no entanto, ao movimento associativo que a segunda fase de recuperação dos documentos está a decorrer «a bom ritmo».

«Ao longo desta fase já foi possível despachar mais de 4 mil processos, mas a DGES reconheceu que continua a haver alguns problemas devido a este bloqueio», adianta Carlos Videira, presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), ao Canal Superior.

Tendo em conta o «apagão» de dados, ocorrido em dezembro, os dirigentes estudantis propuseram à DGES a criação de um backup que «assegurasse a robustez da plataforma», possibilitando também a atribuição de bolsa à condição àqueles estudantes cujos «processos estão muito atrasados» devido ao erro no servidor do Ministério.

Carlos Videira afirma que a direção-geral «não viu necessidade que isso acontecesse», mas garantiu existir «abertura para articular com os Serviços de Ação Social algumas situações limite».

Retomar e + Superior contam para a bolsa?

Também os programas Retomar e +Superior estiveram em discussão esta tarde. Os estudantes apelaram à DGES para que estes apoios não tivessem «qualquer impacto» no rendimento dos estudantes que concorram às bolsas de estudo. «São apoios diretos para investimento na educação e não deveriam ser contabilizados», defende o presidente da AAUM.

A discrepância entre o número de estudantes que se registou na página do programa Retomar (mais de 2500 registos) por comparação com o número de candidaturas concluídas (480) foi uma vez mais questionada pelo movimento associativo nacional.

De acordo com Bruno Matias, presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), a DGES diz «não ter dados concretos sobre a matéria», mas «abre a porta para a realização de um questionário» junto dos candidatos deste primeiro ano da iniciativa.

«Pode ser importante, porque poderá abrir a possibilidade de corrigir o programa Retomar no sentido de nos próximos anos ser um programa com cada vez maior adesão e número de processos concluídos», considera o presidente da AAC, em declarações ao Canal Superior.

Na reunião com o diretor-geral do Ensino Superior, as associações apelaram novamente à uniformização de nomenclaturas de cursos de formação inicial e ao aumento do número de opões de candidatura ao Ensino Superior, neste caso, de seis para 10 opções.

Os dirigentes associativos reúnem-se este sábado, em Aveiro, para preparar a agenda de trabalhos para uma reunião com o secretário de Estado do Ensino Superior, que deverá acontecer «nos próximos dias».